Os temporais de hoje me angustiam, e me prendem dentro de casa. Temo pelos que estão alagados, em desespero. Sinto-me paralisado, zelando por minha sobrevivência. Animal em perigo. Não sofro menos. Teriam eles merecido tal flagelo? E o meu, qual o sentido? Será o caos que nos leva à solidariedade?
Protejo-me, pois amo-me. E o meu próximo (que tento amar como a mim mesmo), quem será por ele? Oro. Suplico mais leves penas ao meu povo. Misericórdia. Alento. Testo minha fé, enquanto meu coração sangra. E agora me vêm outros tipos de abandono. Penso nos órfãos, famintos... Vou sucumbir em prantos.
Quando o sol voltar, estarei mais sensível? Mudarei de planos? Ou repenso, ou me recompenso. Com o quê? Comida, álcool, sexo? Devo ganhar mais dinheiro, milhões na Mega Sena para montar um abrigo?...
...
Ora, por que eu tenho que resolver o problema, se nem Deus? Bom argumento! Políticos, filhos da p...!
sábado, 9 de janeiro de 2010
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